sábado, 19 de agosto de 2017

WILLIAM HOGARTH - "THE RAKE'S PROGRESS - GRAVURAS ANTIGAS GALLERY

 Líbano Calil Diretor de Comunicação
 "THE RAKE'S PROGRESS"
O progresso de um rascador





Esta gravura se faz constar em nosso acervo
 Líbano Calil Diretor de Comunicação
 "THE RAKE'S PROGRESS"
O progresso de um rascador

THE RAKE’S PROGRESS

Hogarth já estava agora em seu segundo trabalho, seguro das impressões sobre suas próprias obras e também do prestigio conquistado com elas. Nesta série de oito gravuras, o autor cobiça o mais alto grau entre todos os críticos morais, considerando-se os de antes de sua época, durante e sem prever, também os de hoje.
Descreve com seus personagens até onde os absurdos podem ser medidos, quando praticados por pessoas pervertidas e de intenções espúrias, principalmente quando estão perto de se apossarem de grandes somas em dinheiro. Acreditam piamente que os seus semelhantes não passam de párias, sem imaginar que são os próprios, lixos e no fim, também trouxas, rodeado de urubus que se aproximaram para tirarem proveito.
O personagem que protagoniza a suíte era profundamente rasteiro, imoral e sem limites, Tom Rakewell, um pozinho de arroz, mimo era seu alvo cego, adorava gastança, vida promíscua e bebedeira. Esse benzinho aí havia se transferido para a Universidade de Oxford, provavelmente por lá só soube se exibir, na hora de estudar, seus livros pareciam os trogloditas que o engoliriam. Tanto assim que logo após a morte de seu pai, rico comerciante, o peste volta imediatamente para fazer a coleta covarde. Sem dúvida chegara a hora da festança.
Não perdeu tempo em nada, rejeitou sua noiva grávida, Sara que aparece na cena impressa primorosamente, soluçando, segurando um lenço e o anel de noivado, abatida e sem esperança ficou somente com o apoio de sua mãe nervosa com a hipocrisia do ex-noivo. Suas cartas de amor falso ficam para a ex sogra e para a noiva perdida. 
As moedas que Tom segura são uma tentativa de livrar-se das duas e sua culpa de forma barata.
O Senhor Imoral, esse Tom de coisa nenhuma, representava uma mentalidade já bem disseminada em Londres de século XVIII. Não está o personagem como um único mau caráter, a epidemia deste tipo de gente estava por toda a Inglaterra e pelo mundo também, lógico! Era um final de período, processo histórico e do próprio Barroco. Precedia a Revolução Francesa e não era a toa.
Hogarth narra em suas obras e com enorme carga de pistas, para que seus expectadores possam decodificar o que pretende simbolizar com seu discurso de autor. Eterno, por sinal!
Impressão feita em Londres por volta de 1822, em papel forte e executada pelo gravador da corte real britânica James Heath. Lembramos, contudo que houve, com as mesmas placas, outra edição datada de 1888.
Essas impressões atingem altas cifras em leilões europeus, por serem consideradas raríssimas. Até hoje e em cópias atuais elas são estimadas pelos colecionadores.
A gravura hora exibida consta do Catálogo Hogarth Zurich de 1983.
Este exemplar está com suas margens integras e medem no total 48 x 63 cm.
A conservação é boa e pode até surpreender o adquirente, justamente pelo tempo de sua existência. As margens completas estão restauradas.

texto de Líbano Montesanti Calil Atallah

Obs: Esta peça magnifica é de propriedade da GRAVURAS ANTIGAS GALLERY, associada a este canal. 
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Líbano Montesanti Calil Atallah